segunda-feira, 9 de agosto de 2010

INCLUSÃO SOCIAL: DOS PROBLEMAS ÀS SOLUÇÕES (2)

Introdução à segunda parte da sessão: "INCLUSÃO SOCIAL: DOS PROBLEMAS ÀS SOLUÇÕES" ocorrida a 04/06/2010, na sala 7, pelas 20 horas.


Na última sessão, durante o debate que se seguiu ao visionamento de extractos dos filmes I’m Sam; Dancer in the Dark e O Escafandro e a Borboleta, focaram-se, entre outras, duas questões:

• As capacidades das pessoas portadoras de deficiências, pois estas não se reduzem às suas limitações. Tal como um indivíduo dito normal tem pontos fortes e fracos, naturalmente, a mesma situação é observável nos primeiros.

• Por outro lado, falou-se também na importância das infra-estruturas e dos factores económicos na resolução/amenização ─ ou na agudização ─ dos problemas dos deficientes e dos familiares.

A propósito, lembramo-nos de três figuras públicas:

Em primeiro lugar, pensamos no cantor Zeca Afonso que morreu em 1987, aos 58 anos, vítima de esclerose lateral amiotrófica, que lhe foi diagnosticada em 1983. Mas, a segunda figura que evocamos é, precisamente, um caso raro de sobrevivência prolongada à referida doença: o físico americano Stephen Hawking. "Cada caso é um caso, mas a longevidade de Hawking também é justificada pela sua disponibilidade financeira para encontrar forma de prolongar a vida", afirmou o médico José Manuel Lopes Lima.

O célebre físico padece da doença desde os 22 anos, mas agora, aos 66 anos, confrontou-se com a mobilidade ainda mais reduzida. Hawking usava um teclado acoplado a um computador para controlar um sintetizador de voz através do qual podia falar. Devido ao avanço da doença, os seus dedos perderam a habilidade de digitar e a comunicação através do teclado do computador começou a tornar-se ineficiente. Por isso, passou a comunicar através de óculos que emitem raios infra-vermelhos. O novo dispositivo utiliza raios infra-vermelhos e está acoplado na armação de um par de óculos.Mediante a movimentação dos músculos da face, Hawking pode desviar a direcção dos raios e assim controlar quais as letras aparecerão na tela de um computador.

Por último, recordamos o talento de Michel Petrucciani (28-12-1962/06-01-1999), o qual conseguiu superar, em parte, os efeitos da sua osteogénese imperfeita e desenvolver uma carreira de sucesso na área do jazz. Petrucciani foi, inicialmente, muito influenciado por Bill Evans e em menor grau por Keith Jarrett, antes de desenvolver a sua própria identidade musical.
O músico omeçou a sua carreira numa banda familiar formada por seu pai  -  guitarrista -  e pelo irmão baixista. Com a idade de 15 anos, teve a oportunidade de tocar com Kenny Clarke e Clark Terry. Aos dezesste anos  fez a sua primeira gravação. Petrucciani empreendeu uma tournée em França com Lee Konitz  durante a qual actuou  em dueto (1980).  Após dois anos   foi viver  para os Estados Unidos.

Nessa década, Petricciani persuadiu Charles Lloyd a interromper a sua aposentação voluntária, para fazer uma tournée com ele e com o seu quarteto, o que resultou numa relação mutuamente benéfica.

Antes da apresentação das descrições e documentários das experiências vienciadas durante o estágio, da responsabilidade dos alunos da turma de Desporto do 12º ano, apreciámos  uma das admiráveis actuações do virtuoso pianista.

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